Además de las Posibilidades – Capítulo 9 – “El día más esperado”

El día más esperado

Já estava na sala de embarque. Passei pelo detector de metais e pelos agentes da imigração. Estava prestes a entregar o cartão de embarque, o passaporte e o visto a um agente de aeroporto, quando ouvi anunciarem meu nome.

– Manuela, do Vôo Tam 3511 para Guarulhos, favor comparecer ao balcão da companhia.

Na hora, senti meu coração disparar como se quisesse sair pela boca. Minhas mãos estavam geladas, trêmulas e comecei a suar frio. O que será que tinha acontecido? Realmente estava tudo dando certo demais. Estranhei, plenamente ciente de que as coisas não são fáceis assim.

Fui em direção à saída da sala de embarque, quando avistei meus pais. Como que eles chegaram tão rápido?

– Pegue suas coisas e vamos embora agora, Manuela. – Disse meu pai, não deixando espaço para discussão.

– Pai, desculpa, já tomei minha decisão. Vou fazer esse intercâmbio com ou sem a sua autorização.

Foi quando ele me pegou pelo braço e saiu me arrastando por uma distância de quase dois metros.

– Você vai para casa agora, ou não respondo por mim. – Disse, ainda me segurando firme no punho.

Minha mãe ficou em estado de choque. Não conseguia dizer uma palavra e claro que éramos o centro das atenções em pleno Galeão. Um segurança veio se aproximando, no entanto, consegui me soltar antes que ele intervisse.

– Já disse a você que tomei minha decisão. Sou maior de idade e cansei de deixar que controle minha vida.

Meu pai era o retrato da perplexidade. Enquanto me olhava e se surpreendia com minha reação, ao mesmo tempo sentia-se coagido com os olhares à nossa volta, embora eu não. Sentia-me mais corajosa que nunca e determinada a enfrentar qualquer um! Nem eu mesma me reconheci.

– Mãe, me desculpe por isso. Mas realmente preciso ir se não vou perder o vôo e isso não vai acontecer.

Fui até ela e lhe abracei o mais forte que consegui, mesmo sem receber qualquer retribuição. O silêncio pairava, só conseguia ouvir alguns burburinhos afastados. Dei de ombros e fui retornando à sala de embarque, quando ouvi meu pai gritando.

– Quando chegar a seu destino, não precisa nem se preocupar em nos avisar que está viva. A partir de hoje você morreu para todos nós!

Agora consegui entender a expressão ser apunhalado pelas costas. Senti como se uma faca tivesse me atravessado. E foi a pior sensação da minha vida! Agora sim, eu sangrava por dentro. E meu pai conseguiu o impacto que queria, mesmo que não soubesse. Continuei andando, sem sequer me atrever a olhar para trás e fui à última pessoa a embarcar. Não tive tempo para aproveitar o momento e a bela vista da pista e dos aviões decolando e aterrissando.

Como o vôo foi com escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, precisei aguardar por horas para embarcar novamente e só cheguei ao México na manhã seguinte. Apesar de não conhecer a cidade de São Paulo, não quis  sair do aeroporto, não tinha cabeça para isso. Tudo o que aconteceu parecia que martelava na minha mente. Senti culpa, tristeza e um sentimento novo pairava sobre mim. Solidão. Essa me mostrou o quão vazia eu me sentia. Fiquei observando as pessoas andando de um lado para o outro no aeroporto, rindo e se despedindo felizes. Alguns chorando de emoção. E eu ali, só.

Minha mala e caixa do Julian tinham sido despachadas, então a única coisa que estava na minha bagagem de mão era o celular e o kindle. Gosto de ler ouvindo música e por sorte deixei o fone de ouvido na bolsa. Liguei para distrair a mente e coloquei na playlist alternativa. A primeira música que tocou foi “um minuto para o fim do mundo” do Cpm 22. Nesse momento, eu desabei. As lágrimas começaram a escorrer e não conseguia contê-las. Ainda bem que não chorei dentro do avião, não queria que nenhuma comissária pensasse que eu estava com medo de voar.

Agora estava ali, em outro estado, sozinha, tendo que esperar o próximo vôo e ainda por cima sem sinal do 4G. Felizmente o tempo passou mais rápido do que temia e, logo estava eu, novamente dentro do avião. Dessa vez fiz todo o procedimento de embarque sem interrupções. Pude apreciar cada detalhe da minha viagem rumo ao México. Também prometi a mim mesma, antes de sair de São Paulo, que aquele passado triste não iria me assombrar. Se meus pais não me querem mais como filha, não sou eu que vou ficar remoendo isso. Também não vou correr atrás. Não posso viver os próximos meses da minha vida assombrada com isso. Se é pra recomeçar do zero, farei isso. Uma Manuela nova precisa renascer em mim. Meio clichê pensar assim, mas que seja como a Fênix então ressurgindo das cinzas. Só não posso deixar nada mais me abalar daqui por diante, o que significa, pegar minhas emoções e guardar numa caixinha.

Dentro do avião, não pude deixar de notar que o rapaz ao meu lado não deixava de me olhar e nem fazia questão de disfarçar. Estava usando calça jeans e um sobretudo preto. Eu não estava indecente. Muito pelo contrário, nenhuma parte do meu corpo estava amostra. Mas eu já estava me sentindo incomodada com a situação e foi assim quase todo o vôo, até que ele dormiu. Não consegui fazer o mesmo, estava ansiosa para chegar o quanto antes.

O avião aterrissou às 9h25min, mas devido ao fuso horário diferente eram na verdade 6h25min no México. Fui para a área de desembarque pegar minha mala e fiquei ali um bom tempo observando a esteira e todo aquele alvoroço das pessoas tentando encontrar as suas bagagens. O espanhol sendo falado por quase todos a minha volta fazia minha cabeça latejar, devido também há tantas horas dentro do avião e o sono que estava me consumindo por não ter dormido a viagem inteira. Foi quando ouvi duas meninas que pareciam trabalhar no aeroporto passarem conversando e pude ouvir o nome Julian. Meu coração disparou na hora. Não consegui entender bem qual era o assunto, mas sabia que era sobre ele.

Agora precisava encarar a cultura e arriscar meu “portunhol” a qualquer custo. Fiquei tentando pensar onde poderia ir para perguntar sobre a pessoa do transfer que estaria me aguardando, mas não foi preciso. Uma senhora estava a minha espera. Vi meu nome em uma placa que estava segurando. Ela foi muito simpática e para minha surpresa falava português, claro que o sotaque era puxado, mas conseguia compreendê-la muito bem. Um carro estava à nossa espera e passamos mais de uma hora dentro dele. Durante a viagem, ela me mostrava as ruas e falava sobre os lugares. Passamos por uma parte da Cidade Universitária de Coyoacán para que me mostrasse onde seriam ministradas as aulas, mas não descemos do carro.

As ruas do México não são tão diferentes das do Rio. Pelo que eu percebi durante a viagem, a largura das pistas me fez lembrar as do Centro do Rio. Já os táxis são pintados de rosa pink na parte de em cima e embaixo são brancos.

O que me chamou a atenção foi a largura das calçadas. São tão estreitas que acho que duas pessoas não conseguem passar ao mesmo tempo. E o que achei legal é que no Rio estamos acostumados com o BRT, mas aqui eles são conhecidos como Metrobus. São lindos, tem dois andares e são super sofisticados. Lembram aqueles ônibus dos cartões postais de Londres.

Finalmente, chegamos ao destino final: a Colônia Copilco el Bajo. Na porta da casa já tinha pessoas aguardando. A senhora que me acompanhava informou que só poderíamos conhecer os locais todos juntos e que precisaríamos esperar os demais que estavam a caminho. A mesma precisava retornar ao aeroporto para buscar os outros alunos. Imaginei o tempo que ficaríamos ali em pé aguardando.

Como a casa não era assim tão grande, os responsáveis haviam distribuído os trinta alunos por três ruas distintas, mas próximas umas das outras. Fiquei feliz de saber que ficaria hospedada ali mesmo na rua Victoria. Ao menos o nome já contribuia para me dar esperança.

Sai do carro e ajudei o motorista a pegar minhas bagagens na mala. Estava tão feliz! Dizem que amor, dinheiro e felicidade não têm jeito de esconder. Pois bem, dentre esses eu só tinha a felicidade, que agora me dominava por completo. Foi mágico o momento! Tinha gente realmente de lugares que eu nem sabia que existiam. Ficamos arriscando o espanhol uns com os outros, enquanto esperávamos o restante dos estudantes chegarem.

Ao lado da casa tem um restaurante e dei a ideia de irmos aguardar lá. Estava conversando, quando olhei para a revista da moça na mesa ao lado. A foto de Julian e Samantha estava estampada na capa e o título parecia saltar em minha direção:

“Saiba tudo sobre a separação dos queridinhos do México.”

Não sabia o que fazer! Minha vontade era de puxar a revista da mão dela para ler. Comecei a tremer, precisava confirmar se aquilo realmente era real.

– Com licença, desculpa incomodar. Posso ver? – Falei o melhor espanhol que podia enquanto apontava para revista.

– Você quer saber sobre o Julian, certo? Eles terminaram na sexta feira e ontem ele foi sozinho  a uma festa de uma novela que está gravando. – Disse,  enquanto me entregava a revista.

Comecei a ler e minhas mãos ficaram trêmulas. Quanto mais lia, mais nervosa ficava. Parecia que o universo conspirava a meu favor. Julian estava namorando a um bom tempo e justamente quando cheguei ao México, estava solteiro. Era difícil de acreditar! Claramente precisava contar isso a Kate.

Todos na mesa ficaram me olhando sem entender. Eu sei que estava fazendo caras e bocas. Sou muito expressiva, ainda mais nervosa e aflita como estava. Mas não me importo com nada além de Julian.

As horas foram se passando e já estava agoniada com a demora dos demais. Esperar não é o meu ponto forte, admito isso com tranquilidade. Estava sem café da manhã e sem almoço. Também não quis comer nada no avião, a ansiedade não permitiu. Já eram 14h no México e isso significa que no Brasil eram 17h. Ainda estava meio perdida com a diferença de fuso horário. Resolvemos almoçar ali mesmo e essa foi uma divertida experiência. Experimentar pela primeira vez a autêntica culinária Mexicana.

De fato ia muito além de tacos e burritos. O restaurante era pequeno, mas diante da vasta variedade de comidas, fiquei na dúvida do que pedir. Uma moça que aparentava ter quase a minha idade veio nos atender e deu a opção de pedirmos uma sopa ou caldo antes do prato principal. Só que eu e mais duas meninas preferimos ir direto a “comida”. É assim que eles chamam o almoço. Pedimos um guisado com feijão frito e arroz a la mexicana. Esse é muito parecido com o arroz à grega, só que com mais temperos mexicanos. Também pedimos vegetais cozidos de diversos tipos para acompanhar e, claro, as tortillas não podiam faltar.

O México é um dos maiores produtores de milho do mundo, por isso em quase todas as refeições, as tortillas estão presentes. Já consegui enxergar na própria gastronomia a cultura riquíssima do meu novo país. Eu nunca fui de comer muito, mas estava irresistível e ainda pedi uma sobremesa para complementar. Não consegui tirar da minha cabeça o artigo da revista. Estava ali, conversando e rindo com eles, mas ao mesmo tempo não consegui parar de pensar em Julian.

Levantei para conhecer o restaurante e percebi que a mesma moça que havia nos servido, agora estava lavando o banheiro. Comecei a puxar assunto. Queria falar com algum nativo e ela se mostrou bastante acessível. Mesmo trabalhando, me contava sobre o estabelecimento, sobre a colônia em si. Falou mais devagar para eu poder entender. Nem percebi a hora passar. Saímos do restaurante por volta das 16h, pois vimos um doblo chegar junto com o mesmo carro que havia ido me buscar no aeroporto. Agora o grupo estava completo e finalmente fizeram um discurso de recepção, alí mesmo na porta da casa, e dividiram o grupo em três. Finalmente conheceria o meu novo lar. Posso dizer que superou minhas expectativas! Havia sido decorado especialmente para nós. A casa não era tão grande, mas era bem dividida. Tinha bandeira dos países penduradas no teto. Uma parede inteira coberta com fotos de diversos lugares do México. O quarto das meninas era uma suíte e todo rosa. A Coreana que eu ainda não havia gravado o nome ficou com o beliche debaixo da minha e, como éramos um número menor do que o dos meninos, sobrava espaço no quarto para as malas, o que era ótimo, afinal tínhamos levados mais coisas que os rapazes.

Teria que me acostumar não só com a nova cultura, mas a conviver com as minhas três colegas de quarto, fora os seis meninos no quarto ao lado do nosso. A única coisa que percebi de ruim na casa foi à falta de isolamento acústico. Dava para ouvir tudo que eles falavam e, para minha surpresa, o assunto era eu. As meninas não pareceram ficar muito alegres com os comentários, e eu fiquei mais constrangida que nunca. Tanta coisa para comentar, o lugar, a casa, a comida, enfim. Por que falar de mim?

– Você deve ficar feliz por chamar a atenção dessa forma. – Disse a francesa, me deixando mais envergonhada.

Minha reação instintiva foi dar dois socos na parede.

– Meninos, dá para ouvir tudo daqui.

O silêncio pairou no ar e, para não ficar mais sem graça, comecei a falar sobre a decoração do quarto. E logo elas dispersaram e começaram a dialogar comigo.

Se ouvir um nativo falando já é difícil, imagine como é ouvir estudantes com seus sotaques distintos. Tinha hora que até mímica fazíamos, mas conseguimos nos comunicar de alguma forma.

Só a noite que parei para organizar minhas coisas no armário. Como planejei comprar roupas aqui, não trouxe muita coisa. Estava com saudades do meu notebook. Ainda bem que eles providenciaram wifi para a casa. Realmente não tinha nada ali para colocar defeito.

Passei quase a madrugada inteira conversando com Kate. Tinha acontecido tanta coisa. Comecei contando o ocorrido com meus pais no aeroporto, todos os detalhes da casa, o almoço, a culinária, as colegas de quarto e como foi interessante tentarmos nos entender. Depois ficamos falando da separação de Julian. Claro que ela já sabia. A internet está aí pra provar que é o melhor e mais rápido meio de comunicação. Fiquei por quase dois dias incomunicável e agora parecia que estava na minha casa conversando com ela como fazia todos os dias.

Kate sempre deixava se levar pela imaginação, mas dessa vez ela discordou quando eu disse que Julian havia terminado com Samantha porque o destino estava a meu favor.

– Para de delirar, Manuela. Eu creio sim, que agora você estando aí, se torna muito mais fácil poder conhecê-lo. Mas amiga, pé no chão! Me conta mais alguma coisa, tem muito garoto bonito ai?

– Ai Kate, nem reparei nisso! Eu com um país inteiramente novo a minha frente e você acha mesmo que, de primeira, o que eu iria notar seriam garotos bonitos?! O que pensa da sua amiga?

– Não é possível! Você chegou aí de manhã, não se faça de desentendida. Como é que não reparou nos meninos que estão morando com você?

– Está certo. O Alemão até que não é feio não. E os dois Holandeses são bem bonitos. Agora, tem um Angolano que esse eu vou precisar mandar uma foto. Só você vendo. Ele é muito lindo, parece modelo! Ai, amiga, como que eu queria que você estivesse aqui comigo.

– Eu sabia, Manuela, você é observadora demais para dizer que não reparou em ninguém. Eu também gostaria de estar aí e sei que vou sentir muito a sua falta, mas agora você precisa se desligar do Brasil. O que adianta fazer um intercâmbio e perder seu tempo na internet falando comigo. Aproveita tudo aí por mim.

– Verdade, porém não vou deixar de falar contigo. Amanhã mesmo vou comprar um chip daqui. Mas pretendo mesmo dar um tempo das redes sociais. Vou excluir temporariamente minhas contas para não cair na tentação. Vou falar com você só pelo whatsapp e por e-mail.

– Acho justo, faça isso. Desligamos e fui dormir no meu mais novo lar doce lar.

Na manhã seguinte, fui a primeira a acordar na casa. Queria aproveitar cada segundo. Teríamos dois dias de folga antes do início das aulas e precisava conhecer a cidade. Como o clima estava um pouco frio e eu só trouxe o meu sobretudo, precisava de uns casacos mais quentes. Não quis acordar ninguém.

Fui para a rua, meio sem destino. Pensei em perguntar a alguém como eu fazia para ir ao centro, mas reparei que a mesma moça do restaurante estava saindo da casa do outro lado da rua.

– Bom dia. Você não é a moça do restaurante?

– Olá, bom dia. Sim, eu trabalho ali na parte da tarde.

– Será que você pode me ajudar? Eu queria achar algum lugar que venda roupas, principalmente casacos.

– Ah, sim! Eu estou indo ao centro pagar umas contas, se quiser pode ir comigo.

– Eu adoraria, só vou pegar minha bolsa e já volto.

Ellen García, seu nome. Ela me cativou de tal forma que passamos quase que todo o dia juntas. Me identifiquei com seu jeito animado de ser. Conversamos sobre diversos assuntos. Ellen, pelo que me parece, é uma mulher cheia de garra. Trabalha muito para dar o melhor à sua filha de cinco anos.

A princípio, pensei que tínhamos quase a mesma idade. Mas ela é quase dez anos mais velha, apesar de não aparentar nem um pouco. Voltamos próximo ao horário de buscar sua filha na creche para deixá-la com a avó. Ellen ainda ia trabalhar.

Ela se prontificou a sair novamente comigo na manhã seguinte. E eu mal podia esperar por isso, já estava encantada com Copilco el Bajo e com o Centro de Coyoacán. O melhor é que, mesmo com a dificuldade do idioma, conseguia entender bem o que a ela dizia. E eu, apesar dos erros, conseguia me comunicar bem. Ellen tinha uma paciência enorme comigo, o que fez com que eu me encantasse mais com ela. Estava há pouco tempo em um lugar totalmente novo e já sentia um mar de possibilidades para essa nova etapa da minha vida.

[Continua…]


Créditos:

WhatsApp Image 2020-05-07 at 2.56.37 AM
Debora Page

Texto: Debora Page – @escritora_deborapage

Edição: Juliana Rezende – @ju.rezende_

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